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Mostrando postagens de 2008
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Que os bons caminhos se estendam ao teu encontro. Que o vento sopre sempre a teu favor. Que o sol brilhe cálido sobre teu rosto e as chuvas caiam suave sobre teus campos. E, até que de novo eu te veja, que o Senhor te conserve na palma de Sua mão.
Feliz 2009!
Muita paz, muita prosperidade e muita renovação!

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Só porque achei no chão
a estrelinha azul que você perdeu

comecei a repensar no nosso amor.



Essas casas simples de cimento vermelho

levam nossa tristeza pra dentro do tamarindeiro.

As tardes inteiras vão passando calmas na rede,

enquanto mata adentro os grilos nos falam

do quanto a noite será extensa.



Só porque colei na palma da mão

a estrelinha azul que você esqueceu

nosso amor deixou de ser mero pensamento.






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O piso da casa é gasto, não se percebe ruídos. A luz que chega é delicada, luz de mundo nublado, e bate diretamente nos quadros verde-sépia da parede.
O que uma noite sem sono dá?
O domingo não acha esperma algum no lençol. Dentro das malhas finas da manhã, meio perversa meio recomeço, o único cheiro é de mulher dissipada, afagando travesseiros. O corpo está só. Embaraçado, voltando à tona. Um suspiro e a mão abandona o sexo. Faz que tateia a própria pele, seu cheiro a um palmo do nariz. Sopra os pêlos entre os dedos, sempre se arranca muitos pêlos nesses movimentos circulares, solitários. Livra-se de palavras ditas no ontem, o quarto deserto, 72m², nenhum traço dele.
Mas há qualquer traço dele por ali, sim, que se seja precisa ao menos uma vez. Há no azul do firmamento parado, nuvens paradas, atravessando horas, cuspindo nas rédeas do tempo, algum homem que se mistura à manhã, à canção que não se sabe quantas vezes mais será repetida, aos membros arranhados, à flor que morre no chão da …
Enquanto não havia o medo, voávamos alto, talvez vôos do tamanho do nosso ego, talvez meros exercícios verbais. Entrávamos e saíamos de abrigos, achando-nos invencíveis, na pior das hipóteses, nossa melhor companhia pra solidão.
Consideremos o que fomos: bichos que ousam não ter medo do vazio, da solidão, da perda. Não ter medo é pensar grande, sabemos, mas é também pensar atropelado. Hoje há um fosso entre o corpo e alma. Chamamos precaução, receio, cautela, cuidado. Que nada! É o medo.
Medo de te perder subitamente. Teu cheiro, teus pêlos, teu umbigo, tuas coxas, teus braços, teu toque. Perder tuas palavras, tuas histórias repetidas, abruptas, engraçadas. Tua alma calma junto à minha. Tua cabeça viajando sem sair dos lençóis.
A vontade sem sentido de gritar no meio da rua: não me deixe! Tem cabimento? Não. Mas como mentir? O medo estrangula a garganta. Fazer o quê.

21 de novembro

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Almoço no Saúde Brasil, um clássico???

Lista de presentes possíveis e outros nem tanto para 21 de novembro

1. Cd Greatest Hits, Morrissey (novo, de 2008)
2. Cd Só nós, Paula Toller
3. Cd "Pros que estão em casa", novo, de Toni Platão
4. Cd Rank, dos Smiths
5. Cd Epanymouns, do REM
6. "Escritos da Inglaterra", de Ana Cristina Cesar
7. Biografia de Caio Fernando Abreu: já recebido!
8. Livro de poesia de Ted Hughes (qualquer um)
9. Livro de Al Berto (qualquer um)
10. "Depois da Teoria", de Terry Eagleton: já prometido!
11. Cinzeiro grande, bonito
12. Ba-guá para porta de entrada preto, marrom ou dourado
13. Sais para banho
14. Plantas grandes ou pequenas, mas saudáveis
15. Óculos de sol do tipo tartarugas, marrom ou preto
16. Batedeira
17. Cafeteira
18. Uísque
19. Bolsa preta ou marrom
20. Xícaras
21. Copos bonitos
22. Toalhas de banho, vermelhas
23. Roupas de cama/casal, lilás, roxo ou violeta
24. Pijama
25. Lenços para cabelo
26. Tapetes vermelhos para banheiro
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Diga-me: o que traz você aqui?

Ser feliz diante do teu claro par de olhos não é mais uma meta, mas a única forma de sobreviver. Estranhos. Teus olhos. Estranhos. Olhando tudo com desconfiança.
Me aconselha a morte? A derrota? O esquecer? Diga-me: o que traz você aqui?
Não posso ver por ti as borboletas de setembro, não posso sentir por você o cheiro quase incêndio dos jasmins.
Te aviso apenas que esse lado que tomas é o pior lado da estrada.
Sinta comigo: há tanto atalhos, tantas formas de se buscar o sol, por que então insistes sempre em ir por onde queima, por onde ele rouba a vida do verde, onde ele sapeca tudo de um amarelo queimado, amarelo morto, infeliz?
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Ao mesmo tempo que passa, permanece. Subindo em bolhas. Aglutinando, aproximando, afastando-se. No fundo, é a tela azul da mente, sem novidades, de um azul machucado e denso. No foco, as mesmas imagens, de ponta cabeça, de lado, de frente. Viajam. Como viajavam em minha xícara os milhares de guarda-chuva coloridos enquanto, agasalhada, tomava café e te esperava.
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[...] Fácil é pensar em falar com ele, não como se sofresse um súbito acesso de fuga e, confusa, estivesse dialogando com o que não há. Não isso de borboleta errante procurando pouso em flores baldias. Que isso, apesar de bonito, é torto e não ameniza dor nenhuma. Nada de fuga, reticências, abstrações. Se pudesse estar olhos nos olhos com ele, comentar qualquer bobagem — não da dor, da dor não, agora: não, por Deus! —, cercar-se de coisas leves, comentários sobre a primavera, sobre café expresso com creme, sobre a temperatura certa do vinho tinto, sobre cigarros, sobre as condições do tempo em Salvador. Algo meio folha de amendoeira ao vento: bela, leve, cheia de retrâncias avermelhadas. Que amigos, amigos verdadeiros, ela leu em algum lugar e ainda se lembra, precisam apenas de proximidade, não de conteúdo ou confissões, precisam é estalar a língua no ar, espairecer. Uma conversa meio apoio para o corpo, uma conversa um tanto pilastra, coluna grega pra escorar a dor. Escore esta hemo…
Há uma voz pedindo silêncio na manhã azul em que muitos ganharam, muitos perderam.
Dizem os deuses: coisas são voláteis, coisas respiram,
então, havemos de lembrá-las, havemos de esquecê-las.
A temeridade do lamento afoga a manhã,
combatendo como numa guerra o silêncio solicitado.


*** Se você pretende ser lilás, etérea, difusa, suicida, às 3 da manhã, saiba, antes que aquela porta se abra às 3 da manhã e espalhe entre as flores a ajuda que sua voz jamais formulou que todo caldo entorna devagarinho na estrada, que tudo leva a curvas desconhecidas, a rótulas misteriosas que o que hoje nos impele à inação, amanhã nos leva a dançar pierrôs perdidos, columbinas esgarçadas, arlequins inquietos, a perguntar, a responder, como na canção italiana, che cosa so?, che cosa sei?, che cosa sai? Niente, è vero. Ninguém sabe coisa alguma entre o céu e o mar. Eco il nostro destino: parlare, parlare, come la prima volta.
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Mas não era possível terminar assim: seda rasgada justamente onde a seda lilás ficaria, não podia ser tão abismo e, por isso mesmo, pontiagudo, pedregulho, arranhento. Uma vida que se desliza - marfim, âmbar, amarelo-pêssego - quase nunca círculo, tampouco linha reta, uma vida que naturalmente se inventa - Bandeira, Cecília, Quintana -, assim no aconchego do dentes e das coisas derradeiramente precisadas, escolhidas. Que terminasse de outra forma: louça partida, cristal em mil pedacinhos, água escorrendo brusca e, lá na frente, ficando intransponível, pardacenta, suja. Mas não dessa forma: seda esgarçando, morre-não morre, lupa aumentando os mil pontinhos do corte, lupa multiplicando, expandindo. Não, definitivamente não era possível terminar assim.
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Falava de uma água limpa,
que correria lenta pelo solo e acordaria a manhã.
De uma água feito cachoeira
mas mansa,
num deslizar quase estudado pelas pedras,
terra,
pés de gente,
patas de bichos.
Como uma canção antiga vai ficando na cabeça desde a infância,
ressonando.
Quando nem compreendemos ainda
a relação inapreensível entre as palavras e os sons.
Fica e some vez-em-quando,
fica e retorna e dói e alegra e novamente some.
Memória de zigue-zague.
Construção meramente gideana: o pântano das lembranças.
Outra: miséria de vida.
Diria, dizíamos, dir-se-ia: pouco importa esclarecer.
É vago e lento o que desejamos: existir dentro de uma língua.
Enternecer-se.
Por isso, voltar.
Voltar ao início, por certo.
Voltemos.
Falava daquela água que a tudo limpa, que acolhe,
que abandona ribanceiras à frente, que purifica.
Aquela água.
Aquela. (In: São Franciscana)

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[...] O pior de tudo é que não há cheiros e quase se pode sentir Deus. Eu quero andar e não sou movimento. Ágeis são os arbustos, são as nódoas, são as faltas de cheiros, meu corpo não.
Primeiro me dei conta disso – do corpo – que ruía a cada quarto de hora, depois percebi aterrorizado as formigas, rodeando-me como se faz com o alimento. Histérico, nos instantes iniciais ainda achei que reuniria forças onde quer que fosse pra quebrar a inércia, vencer.
Não consegui.
Tua mão veio viva afastando os insetos de mim. Limpou um resto mínimo de sangue, pôs rosas e perfume e me vestiu com um manto de cetim claro.
Ri, grato a ti por tanta generosidade, saiba que estarei sempre, e achei teu pranto extremamente belo caindo em meu rosto morto. Devia ser quente a tua dor e fazia a das outras pessoas indiferente, nula. A milímetros de mim, você arfava em desespero. Não te senti como antes, minha faculdade consistiu no verbo ver, segunda conjugação, trans…
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Uma coisa bonita de se ver é o olho do nada, às 4:00 da manhã. Em geral, ele aponta que é véspera de tudo e de coisa alguma. Por vezes, trata-se tão somente de estar centrado no jogo perverso das imagens: a escassez do olho do nada, com sua brancura violeta, nos trazendo em cheio para o chamado "qualquer coisa da vida". É possível mesmo renascer ou trata-se apenas de uma frágil brincadeira entre as cores do novo dia e a velha vontade tão humana de "acontecer"?
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Pensa constantemente que o que lhe ocorre em doses diárias, no final dos tempos, transforma as coisas mais difíceis em aceitáveis. O mundo depende bestialmente da facilidade. Ou da facilitação. Devemos nos facilitar uns aos outros, mas principalmente a nós mesmos. Era o que pensava, às 22:30, tomando vinho barato, num bar da praça Marechal.
E conseguia?
Ela conseguia, às vezes sim, às vezes não. Por exemplo, pela manhã. O sol nascia ameno e ela saía pra passear. Ia à esplanada da Igreja receber o vento são-franciscano, olhar e fotografar as estátuas dos apóstolos, subir o Morro, visitar locas guiada pelos meninos que por ali ficavam, maltrapilhos, pedindo esmolas. Imaginava de onde viria aquele tanto de meninos de rua naquela cidadezinha. Não se lembrava que existia tanta pobreza na cidade onde nasceu. Só conseguia se lembrar de dois bairros totalmente pobres na época em que viveu ali: a Nova Brasília, à beira do rio, cheia de casas de barro e gente que pescava…
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M.o.r.t.e.
IV

Só entre mim e a cauda de cavalo dele vão ficar:
fotografias, pirilampos, insetos no ar, pêlos no colchão,
algodão, curtos-circuitos, e a ausência de paz.
Você me contou naquele dia cinzento
que se chamava água-da-vida a cachaça que matou Pessoa.
Água-da-vida fez um rombo no fígado dele,
Água-da-vida o levou pra dentro da língua, de nós.
Movimentos, estrelas, barcos soltos pela casa,
os cheiros do teu corpo: você pintado, óleo sobre a tela,
tua boca dizendo: adoro cerejas.
Refazer o passado é morrer.
Os cadernos estão descendo na chuva,
aqui, arrisco ficar guardada,
por isso me molho lá fora, na nebulosidade azul-branca-borrada,
roxa, muita, tanta, quanta saudade de ti.
Sinto saudades de ti e é sempre como se desembaçasse vidros molhados de chuva.
Sempre, sempre, sempre: que palavra linda!, é tempo de retê-la na boca lentamente,
mastigar, conhecê-la, devolvê-la à língua.
Amanhã, não agora: nesse tempo úmido que se fecha sobre nossos corpos
e se abre sobre o mundo.
Amanhã, te peço, te falo no …
[...] O dia está indo embora. Lembro que é aniversário de Samuel, um amigo de infância a quem não vejo há séculos. No escuro da sala, brindo com um resto de vinho esquecido por Breno na cozinha. Parabéns, parabéns, Samuel. Onde quer que você esteja: um punhado de estrelas e a eterna magia do verbo existir.
Bacana isso. De quem será?
Ele me ensinou a nadar. Merecia um bom vinho.
Uma fisgada na coxa.
Ouço cachorros ao longe.
Apago todas as luzes.
Quietinho na sala. Coleciono coisas tolas, pensamentos inúteis pra passar o tempo, assim:
1. Breno tem o sexo um tanto azulado... (Absurdo, ninguém o tem);
2. Breno beija como quem põe na língua do outro pedacinhos de folhas mortas de goiabeira... (De onde tirei esta estupidez?);
3. Estar com ele é perceber que de repente tudo em volta já era, já passou. (Isso é meio verdade, meio invenção);
4. O amor recomeça quando se acorda com substâncias alheias beirando o nariz. (Realmente? E que sentido tem?).
.......................................................…
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Estamos aqui por acaso e somos aranhas. Gritar é uma forma de vida, não gritar é outra. Escolhas nenhumas ou escolhas algumas. É possível sobreviver? *** Estar de algum modo em casa e não estar. Esta é uma luz rotineira em nossos espíritos. Evidentemente: não todos os espíritos, os mais afinados talvez. Há uma pesquisa ainda a ser feita acerca do movimento quase imperceptível dos corpos quando fora do espaço concreto, com suas circunferências e ecos presos na gargantas a se perguntar por que somos seres humanos, aonde vamos no escuro, enquanto humanos, por quê/para quê. A luz do dia é morna e esgota, em geral as perguntas menos carne. É defeito da antena apresentar falas na transmissão logo pela manhã? Ou é qualidade da antena calar o que a noite não escondeu?
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[...] Que mais querem nossos olhos? Nossos olhos querem e isto sempre quer dizer: mais.
O tempo marinho nas dobras, nos arranhões, na tinta.
Fomos crianças em cada tempo. Você trepou em árvores, usou estilingue.

Tempo bem velho e descorado: você me conta.
Infância: água sanitária.
Em minha terra não se fala badoque, mas estilingue.
Eu adorava vestir minhas bonecas com calcinhas e meias vermelhas. Pintá-las de esmaltes, borrá-las de batom e tinta guache. As caras de plástico pra sempre arruinadas.
Minha mãe brigava: nunca mais eu ia ganhar nada no natal.
Os natais matam a infância.
Me lembro agora pra no instante seguinte esquecer: o quintal da casa dos meus pais era cheio de varais e, de noite, invariavelmente, eu sonhava que eram fios de postes que me atrapalhavam os vôos quando através do pedaço de céu do quintal eu tentava fugir.
Pedaços de céu, oh, não, meu pai & minha mãe, minha professora & meus irmãos, pedaços de céu me maltratavam, mas, quando menina, jamais poderia saber: são a…
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Talvez fosse você, eu conversava sobre as possibilidades ainda existentes de usar partes do meu nome, combinações outras, que não me exponha de todo mas não me retenha muito, então a voz reclamava, estava eu voltando pra casa, na rua escura, sem ninguém, voz sem corpo e sem contorno melódico claro, talvez fosse você em meu ombro, falando de tantos outros nomes, casamentos desfeitos, chuvas que não nos molharam bem, qualquer relação invisível assim, que de olhos abertos ninguém entende, capta, estabelece, talvez fosse mesmo você, eu dizia que só havia tentando duas vezes, estava envelhecendo e precisava acelerar, esta é apenas a segunda tentativa, o casamento é uma ilusão espiritual que cola demais, a voz rebatia, cola nada, eu devolvia, gente incompetente tem mania de jogar a culpa nas coisas e não em si, cola, claro que cola, ecoava em meu ouvido, a voz sem nitidez, talvez fosse mesmo você, sobrevoando o ar da rua, enquanto eu voltava dentro da escuridão e feliz, enfim, por ter uma …
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Nascer não é muito, às vezes você fecha o livro e a paisagem se espraia. Outras vezes, é preciso abrir o livro a cada manhã.