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Mostrando postagens de Abril, 2008
[...] O dia está indo embora. Lembro que é aniversário de Samuel, um amigo de infância a quem não vejo há séculos. No escuro da sala, brindo com um resto de vinho esquecido por Breno na cozinha. Parabéns, parabéns, Samuel. Onde quer que você esteja: um punhado de estrelas e a eterna magia do verbo existir.
Bacana isso. De quem será?
Ele me ensinou a nadar. Merecia um bom vinho.
Uma fisgada na coxa.
Ouço cachorros ao longe.
Apago todas as luzes.
Quietinho na sala. Coleciono coisas tolas, pensamentos inúteis pra passar o tempo, assim:
1. Breno tem o sexo um tanto azulado... (Absurdo, ninguém o tem);
2. Breno beija como quem põe na língua do outro pedacinhos de folhas mortas de goiabeira... (De onde tirei esta estupidez?);
3. Estar com ele é perceber que de repente tudo em volta já era, já passou. (Isso é meio verdade, meio invenção);
4. O amor recomeça quando se acorda com substâncias alheias beirando o nariz. (Realmente? E que sentido tem?).
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