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Mostrando postagens de Janeiro, 2015

Livros à metade

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1. Meu amor me deu de presente de aniversário uma garrafa de Logan, e Ar de Dylan, de Enrique Vila-Matas. Ainda não inaugurei o Logan em respeito ao Buchannas, que ainda exibe oito dedos do mais profundo e castanho líquido. Assim, ambos aguardam - castanhamente pacientes, como é próprio dos uísques - que minha recente paixão por vinhos portugueses passe - passará? -, que eu retorne ao antigo, ao que não muda. E eu retornarei - penso, planejo, imagino, só não sei quando.

2. Quanto ao Ar de Dylan (mas que título péssimo em português, não?), leio Vila-Matas sempre muito devagar. Antes eu o devorava, porém, aprendi que não se deve devorá-lo, descobri o ritmo certo depois de uns 6 livros e agora não me permito mais de cinco páginas por dia. Muitas vezes, finjo que perdi o marcador e retorno ao princípio: eu já havia lido isso?, pergunto, cinicamente. Não, creio que não! E recomeço. Como os livros dele não têm começo, nem meio, nem fim, tanto faz por onde se entre ou se retorne. É desses a…