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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Série: a difícil-incrível arte de viver - parte II

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DO QUE FICA NAS VIAGENS

1. Duas horas andando na noite lusitana pra se perceber: Salvador e Ouro Preto me estragaram as vistas, pois todo pedaço de Lisboa me lembra algum lugar onde já estive. Lisboa, no entanto, é mais limpa. Tudo é velho e tudo funciona muito bem (estranho axioma para uma brasileira). Mesmo diante da sensação de que virando a próxima esquina vamos sair no Santo Antônio soteropolitano, andamos sem cessar. Pense que é possível andar na Baixa dos Sapateiros às 23h. Sendo esta Baixa limpa e organizada. Pense que nela há - em vez de comércio fechado, lixo nas calçadas e pessoas te ameaçando - um vento de outono, sangrias vistosas em jarros transparentes, burburinho de palavras cujo significado te escapam e restaurantes com cadeiras na porta. É quase isso.



2. O café da manhã no Borges Chiado não é nem de longe o maravilhoso café a que estamos acostumados nos hotéis do Brasil. Há três ou quatro tipos de frutas, todas inteiras e com casca, dois tipos de iogurte, pães estu…