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Mostrando postagens de 2013

Biografias: autorizadas X não-autorizadas

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Nos bastidores da FLICA (Festa Literária Internacional de Cachoeira-BA), o portal de notícias G-1, através da repórter Danutta Rodrigues, perguntou a vários escritores sobre a polêmica do momento: biografias autorizadas X não-autorizadas. Além de mim, Critóvão Tezza, Joca Rainers Terron, Eduardo Bueno, Tom Correia, Eliser César, Gláucia Lemos, Laurentino Gomes, entre outros, opinaram. Os vídeos podem ser acessados no portal G-1.
Minha resposta está no vídeo disponível em:
http://globotv.globo.com/rede-bahia/g1-ba/v/autoriza-ou-nao-autoriza-allex-leilla-opina-sobre-polemica-das-biografias-na-flica/2920407/

Há também uma matéria resumindo todas as opiniões dos escritores entrevistados no site Lei e Mídia Democrática:
http://www.fndc.org.br/clipping/escritores-opinam-sobre-publicacao-de-biografias-sem-autorizacao-932208/

Sexualidades e Cidades - quem é quem em Chuva Secreta

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SEXUALIDADES E CIDADES DO LIVRO CHUVA SECRETA
1. O Gato Que Ri (hétero, São Paulo)
2. Senhora Minha (hétero, Belo Horizonte, Palmas e Rio de Janeiro)
3. Conexo (lésbico, Belo Horizonte)
4. Quando Estávamos Nos Mesmos Arvoredos (abstêmio, Salvador)
5. O Que Sobra Do Azul Quando Breu (gay, Salvador)
6. O Eixo e a Sombra (hétero, São Paulo)
7. *Felicidade Não Se Conta (gay, Maceió)
8. **Não Se Esqueça de Pisar Firme no Coração Do Mundo (abstêmio, Aracaju)
9. Epiceno (transgênero, qualquer cidade do mundo)



*Vencedor do 20º Concurso de Contos Luiz Vilela)
** Conto selecionado e traduzido pro alemão, na antologia Wir Sind Bereit, da Ed. Lettrèatage, lançada na Feira de Frankfurt, em outubro de 2013.

LANÇAMENTO DO LIVRO Chuva Secreta - 09/11/2013, às 19h, no stand da Casarão do Verbo, Bienal do Livro da Bahia

Convite Lançamento Chuva Secreta

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Chuva Secreta: paixão e autenticidade num mundo molhado de signos

O impossível de ser retido, o que não podia sofrer um rewind e renascer. As melhores lembranças. Borboletas dentro de uma chuva secreta, porque impossível, desviando dos pingos, procurando abrigo. Mas ele teimava e conseguia vê-las, uma película de luz sépia, as lembranças quase flutuando: seu pai enchendo o cachimbo, a mãe descascando maçãs pra rechear uma torta, o irmão mais velho ensinando tabuada ao caçula, o tempo esfriando. (Trecho do conto O Gato Que Ri).

Ambientado em cenários diversos e repleto de simbologias, Chuva Secreta, novo livro de contos da escritora Állex Leilla, traz 09 histórias ligadas pelo signo da chuva: forte, fina, rente, inclinada. Com ares de dilúvio. Fechando ou abrindo estações. Prevista ou inesperada, a chuva cai e provoca confissões e reflexões. Partilhas e autoconhecimento. Medo e paixão. Isolamento e entrega. Crimes e descobertas. A água, símbolo da subjetividade humana, varre os tantos …

Trecho de Chuva Secreta - lançamento 09/11, às 19h, Stand da Casarão do Verbo, Bienal da Bahia

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A feiura é uma desgraça sem conserto. Como se te amputassem a vida e te obrigassem a fingir, diariamente, estar vivo. Você, morto, é forçado a encenar o teatro dos vivos, sabendo-se, íntima e miseravelmente, em putrefação. Existe dor maior do que odiar a imagem de si mesmo? Rejeitar cada milímetro dessa imagem que você sonha ser de mentira, e é real, desse corpo que você pensa ser emprestado ou passageiro, mas, talvez por pirraça, talvez por descuido do Criador, é definitivo, é seu?
Às vezes, o cansaço de viver em autorrejeição traz alguma trégua, e, como por encanto, você deixa de visualizar a si mesmo do outro lado desse que é, sem dúvidas, o pior objeto confabulado pelo homem: o espelho. Deixa de visualizar a si mesmo amiudado, retorcido, no centro do espelho carrasco, do espelho desgosto. Vem se assentar na face uma estranha mancha branca, qual brincadeira em que seu rosto foi tirado de foco. Assim, desfocado, é possível atravessar a luz diabólica do espelho, pairar sobre ele, pe…

Coisas de Renato Pedrecal Jr.

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Renato no Facebook, hoje há pouco:
Considere a seguinte situação: Você está em uma sala totalmente fechada onde há duas portas, sendo que uma delas leva à liberdade e a outra leva à morte. Cada porta é vigiada por um guarda, sendo que um deles sempre mente e o outro sempre diz a verdade. Os guardas se conhecem um ao outro, mas você não tem a mínima ideia de qual é a porta certa e nem qual dos guardas é o mentiroso ou o que diz a verdade. Você tem direito a fazer uma única pergunta a um deles, e obter uma única resposta. Que pergunta você faria pra escolher, sem qualquer sombra de dúvida, a porta da liberdade, e como você faz a escolha?

Isso me lembrou aquele conto de Kakfa em que o sujeito fica a vida inteira diante de uma porta, que está protegida por um guarda. Ele espera um dia ser chamado (ou atendido, não sei bem!). No fim da vida, pergunta ao guarda por que nunca foi chamado, ou por que a porta não abre (agora não me lembro bem!). O guarda diz que a porta só podia ser aberta pra …

Impressões FLICA

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1. É a terceira vez que venho à Cachoeira, penso quando a Van cruza as ruas de Santo Amaro. E todas as vezes que vim foi em função de eventos literários. Isso é bom, não?
2. Pensamento que não quer calar: por que será que Santo Amaro é tão feia, não herdou nem um tantinho assim da beleza de Cachoeira? Sim, sei que nasci numa cidade igualmente feia, mas não estamos passando por ela neste instante!
3. Faz muito calor na cidade literária de Cachoeira, e é um calor um tanto seco, não tem essa umidade "graças a Deus" de Salvador. O atendimento nos bares e restaurantes é tão ruim quanto o da capital, mas a cerveja é sempre geladíssima (coisa rara em Salvador)! E uma Heineker gelada tem seu lugar!
4. "Entre flores e espartilhos" é o tema da minha mesa, com Jorge Portugal mediando e Sylvia Day do outro lado. Tudo gira em torno do erotismo, quase todas as perguntas. Há muitos rostos conhecidos no meio da plateia: alunos, orientandos, professores da UEFS, o pró-reitor e su…

Chuva Secreta - conto por conto

Chuva Secreta apresenta 09 contos ligados pela simbologia da chuva, que funciona enquanto espaço para a urgência das descobertas subjetivas. A chuva cai e provoca confissões e reflexões, desfechos e autoconhecimento, varrendo esse mundo "secreto" das personagens; as nove histórias ocorrem em lugares variados (grandes cidades, em geral) e quase sempre implicam transformação da condição de sujeito:

- O Gato Que Ri traz as consequências de um drama familiar que de tão entranhado na mente do protagonista acaba atingindo sua visão, provocando-lhe confusão e perda de foco; gradativamente o sujeito vai perdendo a capacidade de "enxergar" o mundo, enquanto passeia por uma São Paulo alheia às dores subjetivas, mas cheias de marcas e signos que podem, subitamente, remeter o protagonista ao passado que ele deseja esquecer;
- Senhora Minha é uma revisitação do mito da alma gêmea; dois ex-amantes tornam-se, no mundo virtual, interlocutores vorazes e assim conseguem suplantar u…
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Em papo 'quente', escritoras têm uma certeza: sexo não é tabu na literatura
Állex Leilla e Sylvia Day participaram da mesa "Entre flores e espartilhos".
Uma pergunta puxou o debate: 'Por que tantos livros com temas eróticos?'

Por que tantos livros com temas eróticos? Esta foi uma das perguntas da plateia para as escritoras Állex Leilla e Sylvia Day na última mesa do terceiro dia da Festa Literária Internacional de Cachoeira, realizada nesta sexta-feira (25).

De um lado, a escritora baiana, autora de "Primavera dos Ossos" e, recentemente, do livro "Chuva Secreta", Állex Leilla, defendeu que o tema existe desde a origem da literatura. Do outro, a escritora do best-seller "Crossfire", Sylvia Day, diz que falar sobre sexo atrai a atenção do leitor e, quando percebem que os personagens têm conteúdo, eles começam a acompanhar a narrativa. Ambas convergem da mesma opinião: sexo não é tabu na literatura ou na vida pessoal, pelo menos pa…

Meu novo livro de contos... Chuva Secreta.

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Será lançado em primeira mão em Cachoeira, na FLICA, dia 25/10/2013, após debate "Entre flores e espartilhos". E em Salvador, no dia 09/11, na Bienal do Livro (Centro de Convenções).

Na bagagem...

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Trouxemos:
a) "Obra completa en verso", de José Antonio Muñoz Rojas (Espanha);
b) "Obra completa", de Ramón Gaya (Espanha);
c) "Contos reunidos", de João Antônio (Brasil);
d)"Estuario", Tomás Segovia (Espanha);
e) "Elegías menores", de José Jiménez Lozano (Espanha);
f) "Estação central", José Tolentino Mendonça (Portugal);
g) "Poesía completa", de César Vallejo (Peru);
h) "Coral", Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal);
i)"De andenes y partidas", Horacio Goslino (Argentina);
j) "Coplas de ciego", Ezequiel Martínez Estrada (Argentina);

Não era uma Feira para leitores e os livros não estavam à venda, mas no último dia da Messe, a gente "insiste" até que nos deem ou vendam! Contrariando uma das maiores agentes literárias do País, que aconselhou numa entrevista aos escritores que não escrevessem poesia nem conto, porque não vendem, nossa mala veio predominantemente cheia de …

Impressões de viagem

1. Frankfurt, Alemanha: interessantíssima viagem, apesar de muito cansativa - 10 horas num avião é um carma sem fim! Mas ficamos num lugar paradisíaco com um rio à porta, e um restaurante dentro de um barco/navio. O bairro era quase todo de 1600. Fomos em algumas ruas que pareciam perdidas no tempo, um tanto medievais.

2. Fora o frio de lascar, (chegamos com 12º, mas foi baixando pra 7º, 6º, 5º, 4º, e antes de sairmos diziam que chegariam a 1º, e ainda era outono, frisavam!), tudo era muito acolhedor. Podem me chamar de preconceituosa, mas fiquei espantada com a receptividade dos alemães - todo mundo fala inglês e param pra dar informação sorrindo, são muito solícitos. Não esperava tal comportamento do povo que gerou Hitler! Os agentes literários e os tradutores na Messe Frankfurt também muito receptivos e educados - tão distantes de nossos representantes, ó vida, ó herança!

3. Descobri que adoro cerveja! Sou uisqueira nata e todos os meus amigos sabem que cerveja me dá azia. Porém, …

Cenas de Frankfurt 2013: com João Filho, em Höchst, no boxe da Casarão na Feira, bebendo cerveja alemã, com Rosel Soares e Cristina, ouvindo João Filho ler Graciliano Ramos pros alemães!

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Pra ler/ver/ouvir

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1. A sabedoria do Padre Brown, de G. K. Chesterton (contos) - cada conto é um crime desvendado, em geral, assassinatos e/ou suicídios, mas o enredo e as histórias são o de menos, o que realmente conta no livro é a sutileza da percepção do narrador que pode ser sintetizada na velha ideia de que todo ser humano é por natureza simplório e complexo a um só tempo. Narrativas irônicas com as observações mais inusitadas e mais certeiras da condição humana. Mais um britânico pra eu amar!
2.Minha versão do amor (Barney's version), dir. Richard J. Lewis, com Paul Giamatti (longa) - inicialmente, parece uma historinha a mais de desajuste entre mundo objetivo e sujeito protagonista, mas depois o filme vai se ampliando, mesclando humor e existencialismo, apresentando novos tons a esse desajuste que envolve desde o inerente "cheio-vazio" típico de mentes muito inquietas, passando pelas tentativas tão humanas de se ajustar/ser feliz, até chegar naquelas cenas e passagens inexplicáveis …