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Mostrando postagens de Julho, 2006
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Devemos isso aos céus - construir e não destruir? Hoje não queria saber de nada, a pequenez. My father Caio chamava "o ciclo seco". Seu olhar no fim do túnel. vez-em-quando vejo tão bem. Como naquela canção de Scandurra: você nas minhas mãos, eu juto que não tenho medo. A semana não começou bem? Está quase acabando e, olhe, que coisa curiosa: mesmo dentro da felicidade ainda há alguma coisa que de longe espezinha. Um banho de mar, precisamos de um banho de mar. As pessoas na rua, as tarefas diárias. Malditos burgueses que inventaram o trabalho. Entra um vento gelado de fim de tarde quando ainda é manhã, daquele vento que venta quando estamos trepando. Alguém chora alto na vizinhança. Chora e grita: não, não, não. Uma criança apanhando? Vamos derrapar outra vez na violência invisível que cerca nessa hora todas as manhãs. Uma criança chora na manhã: não, não e não. Pede, implora. As crianças só precisam de água limpa e respeito, disse aquele polonês. Todas as manhãs de nossas …
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Devemos isso aos céus - construir e não destruir? Hoje não queria saber de nada, a pequenez. My father Caio chamava "o ciclo seco". Seu olhar no fim do túnel. vez-em-quando vejo tão bem. Como naquela canção de Scandurra: você nas minhas mãos, eu juto que não tenho medo. A semana não começou bem? Está quase acabando e, olhe, que coisa curiosa: mesmo dentro da felicidade ainda há alguma coisa que de longe espezinha. Um banho de mar, precisamos de um banho de mar. As pessoas na rua, as tarefas diárias. Malditos burgueses que inventaram o trabalho. Entra um vento gelado de fim de tarde quando ainda é manhã, daquele vento que venta quando estamos trepando. Alguém chora alto na vizinhança. Chora e grita: não, não, não. Uma criança apanhando? Vamos derrapar outra vez na violência invisível que cerca nessa hora todas as manhãs. Uma criança chora na manhã: não, não e não. Pede, implora. As crianças só precisam de água limpa e respeito, disse aquele polonês. Todas as manhãs de nossas …
A fome de ser você entortou os ladrilhos ou serão meus olhos vesgos? Havia água borrada de espuma de sabão na estrada, molhei os sapatos sem dar por mim. Toda vez que viajo me desocupo de ser você, fico inteira nos olhos dos objetos, e se eles têm raios de luz ou sombra me perco, não mais sei. Voltar pra casa é me deixar na janela do ônibus, do carro, do avião, é te reencontrar, sistemático, retornando à rotina, às contas, ao trabalho. Se não sou você nada faço. Eu não existo no caminho, nas cores corretas e vivas dos ladrilhos. Ser você me endireita o tanto espaço entre o que deixei de ser por acidente e o que, não por livre escolha, não voltarei mais a ser.