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Mostrando postagens de Outubro, 2008
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Diga-me: o que traz você aqui?

Ser feliz diante do teu claro par de olhos não é mais uma meta, mas a única forma de sobreviver. Estranhos. Teus olhos. Estranhos. Olhando tudo com desconfiança.
Me aconselha a morte? A derrota? O esquecer? Diga-me: o que traz você aqui?
Não posso ver por ti as borboletas de setembro, não posso sentir por você o cheiro quase incêndio dos jasmins.
Te aviso apenas que esse lado que tomas é o pior lado da estrada.
Sinta comigo: há tanto atalhos, tantas formas de se buscar o sol, por que então insistes sempre em ir por onde queima, por onde ele rouba a vida do verde, onde ele sapeca tudo de um amarelo queimado, amarelo morto, infeliz?
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Ao mesmo tempo que passa, permanece. Subindo em bolhas. Aglutinando, aproximando, afastando-se. No fundo, é a tela azul da mente, sem novidades, de um azul machucado e denso. No foco, as mesmas imagens, de ponta cabeça, de lado, de frente. Viajam. Como viajavam em minha xícara os milhares de guarda-chuva coloridos enquanto, agasalhada, tomava café e te esperava.