terça-feira, outubro 21, 2008

Diga-me: o que traz você aqui?


Ser feliz diante do teu claro par de olhos não é mais uma meta, mas a única forma de sobreviver. Estranhos. Teus olhos. Estranhos. Olhando tudo com desconfiança.

Me aconselha a morte? A derrota? O esquecer?
Diga-me: o que traz você aqui?

Não posso ver por ti as borboletas de setembro, não posso sentir por você o cheiro quase incêndio dos jasmins.

Te aviso apenas que esse lado que tomas é o pior lado da estrada.

Sinta comigo: há tanto atalhos, tantas formas de se buscar o sol, por que então insistes sempre em ir por onde queima, por onde ele rouba a vida do verde, onde ele sapeca tudo de um amarelo queimado, amarelo morto, infeliz?

sábado, outubro 11, 2008

Ao mesmo tempo que passa, permanece.
Subindo em bolhas.
Aglutinando, aproximando,
afastando-se.
No fundo, é a tela azul da mente,
sem novidades,
de um azul machucado e denso.
No foco, as mesmas imagens,
de ponta cabeça,
de lado,
de frente.
Viajam.
Como viajavam em minha xícara
os milhares de guarda-chuva coloridos
enquanto, agasalhada, tomava café
e te esperava.

Paulistânias II

1 Você deve esquecer que dormiu mal, que dorme mal há semanas, desde que se mudou pra cá. Esse negócio de deixar o negativo de lado (qui...