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Mostrando postagens de Novembro, 2007
A fome de ser você entortou os ladrilhos ou serão meus olhos vesgos? Havia água borrada de espuma de sabão e sujeira, molhei os sapatos sem dar por mim.

Toda vez que viajo me desocupo de ser você, fico inteira nos olhos dos objetos, e se eles têm raios de luz ou sombra me perco, não mais sei.

Voltar pra casa é me deixar na janela do ônibus, do carro, do avião, é te reencontrar, sistemático, retornando à rotina, às contas, ao trabalho.

Se não sou você nada faço.

Eu não existo no caminho, nas cores corretas e vivas dos ladrilhos.

Ser você me endireita o tanto espaço entre o que deixei de ser por acidente e o que, não por livre escolha, não voltarei mais a ser.
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PALAVRA NÃO É PRESENTE

Minha vida, amor meu, o claro sol do dia, que está um pouco quente, o céu de um azul inacreditável com nuvens esparsas, tudo se torna mensagem nítida para que eu comprove: você é um acontecimento único em minha vida. Agora neste exato momento vou recordando toda nossa história e fico cada diamais apaixonado por você. Como descrever o encantamento que uma paixão pode causar na gente, que muda a nossa vida numa perspectiva inesperada e exclusiva? Não dá, eu sei. Dos gestos, da fala, de cada minúcia que vamos percebendo e descobrindo na pessoa amada, até as idéias políticas, literárias etc; assim quanto mais eu te percebo mais profundamente te amo. O seu sorriso, minha vida, seu cabelo caindo no rosto, quando você vai se soltando e se tornando mais menina e lembra as brincadeiras e frases da infância; é incrível como a vida é simples, não fácil, é verdade, e nós complicamos tudo. Ontem, aqui em casa, eu estava te observando e vendo como somos amigos íntimos, como no…
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Caminhando entre nevoeiros intensos e manhãs de clara luminosidade passeia minha saudade que pergunta insistentemente ao clarão da lua cheia: onde você está? Tenho o costume de andar pelo asfalto, mas achando que percorro flocos de algodão.O brilho dos seus olhos negros se mistura ao pó do asfalto e faz brotar borboletas negras que bailam a cada nascer do sol... No meio dessa roda gigante de sentimentos e vontades meu espírito repousa vagarosamente ao recordar de um beijo seu. Parafraseando Pessoa: “o meu olhar é nítido como um girassol”, acostumo-me a sentir seu cheiro em todo lugar... Fabíolla Borges: http://livrodosdias7.blogspot.com/ (mia sorella minore)