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Série: a difícil-incrível arte de viver - parte III

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PRATICANDO O ADEUS

1. Descobrir, dia após dia, que tudo aquilo que foi construído na terra do oba-oba, do mero coleguismo, da superfície dos afetos fáceis não finca raízes. Amigos de sala de aula (quando você ainda se graduava), amigos circunstanciais, amigos de afinidades culturais, amigos de enganos ideológicos onde você já não perambula.

2. Mais: descobrir que você andou a chamar de amigo pessoas que apenas gostam de livros, discos, quadros e filmes dos quais você também gosta. É perigoso entender o erro posto nisso. Mas, sim, você deve estar disposta a perceber o certo mesmo quando esse te leva ao perigo.

3. Descobrir quem sobrevive e quem se esfarela sob a máxima aristotélica: amigo é aquele com quem se tem afinidades profundas. Esses, graças a Deus, existem e são poucos e você os tem com rosto, nome e verdades na eternidade dos dedos de uma só mão. Não é desses que você ora fala, não é para esses que você está aprendendo a dar adeus.

4. Aqueles outros que pareciam tão importan…