sábado, abril 30, 2011


1. Papéis inesperados, de Julio Cortázar: estou ainda no início, mas já me deparei com textos excelentes como "Os gatos" e "Manuscrito achado perto de uma mão". Algumas "sobras" de Um tal de Lucas são interessantes, outras, irrelevantes.
2. Em algum lugar, de Sophia Coppola: é tão engraçado ler resenhas que consideram essa "a obra mais madura de Sophia"!, outras a ligam a Antonioni (e daí?), como se fosse a maior honra ou prova de qualidade do trabalho. O filme, fora da teoria, nu diante de nossos olhos, sem "introduções e justificativas de uma inserção à cultura do tédio cinematográfica", é chatíssimo. Mas daqueles chatos que nem provocam na gente vontade dizer "chato", tamanha é a obviedade com que sua chatice se desvela diante de nós. Uma pena, porque adorei os filmes anteriores dela.

quinta-feira, abril 21, 2011


Coisas, coisinhas & coiselhas:
1. Cópia fiel, de Abbas Kiarostami - discussão que não avança além de tudo que já sabemos (Platão, o mundo ideal, o das cópias, Deleuze, a reversão, o simulacro, blábláblá), mas tem os closes em Juliete Binoche, e tem partes de uma Itália convidativa, mais a graça espontânea de alguns personagens desimportantes, como a dona do café onde o falso casal ou a cópia fiel de um casal burguês em crise senta numa manhã de domingo; poderia ser melhor? Sim, poderia;
2. No degrau de ouro, de Tatiana Tolstaya - contista criativa, faz dos homens-sombras e das mulheres-vultos de uma Rússia desiludida sua principal matéria prima; ela imagina, cria, descreve, vê, acompanha, toca, se afasta, tentando várias maneiras de narrar aquilo que mais nos interessa e nos escapa: o humano; escrita muito dinâmica;
3. Quase feriado: e chove e para e fica aquela brisa com cheiro de chuva tão típica de Salvador em março/abril; não se quer mais dormir, e sim aproveitar a brisa; as noites estariam mais longas ou é impressão?
4. A foto acima é de João Filho, em Mariana, Minas Gerais, no carnaval de 2011.

Paulistânias II

1 Você deve esquecer que dormiu mal, que dorme mal há semanas, desde que se mudou pra cá. Esse negócio de deixar o negativo de lado (qui...