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Mostrando postagens de Novembro, 2013

Biografias: autorizadas X não-autorizadas

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Nos bastidores da FLICA (Festa Literária Internacional de Cachoeira-BA), o portal de notícias G-1, através da repórter Danutta Rodrigues, perguntou a vários escritores sobre a polêmica do momento: biografias autorizadas X não-autorizadas. Além de mim, Critóvão Tezza, Joca Rainers Terron, Eduardo Bueno, Tom Correia, Eliser César, Gláucia Lemos, Laurentino Gomes, entre outros, opinaram. Os vídeos podem ser acessados no portal G-1.
Minha resposta está no vídeo disponível em:
http://globotv.globo.com/rede-bahia/g1-ba/v/autoriza-ou-nao-autoriza-allex-leilla-opina-sobre-polemica-das-biografias-na-flica/2920407/

Há também uma matéria resumindo todas as opiniões dos escritores entrevistados no site Lei e Mídia Democrática:
http://www.fndc.org.br/clipping/escritores-opinam-sobre-publicacao-de-biografias-sem-autorizacao-932208/

Sexualidades e Cidades - quem é quem em Chuva Secreta

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SEXUALIDADES E CIDADES DO LIVRO CHUVA SECRETA
1. O Gato Que Ri (hétero, São Paulo)
2. Senhora Minha (hétero, Belo Horizonte, Palmas e Rio de Janeiro)
3. Conexo (lésbico, Belo Horizonte)
4. Quando Estávamos Nos Mesmos Arvoredos (abstêmio, Salvador)
5. O Que Sobra Do Azul Quando Breu (gay, Salvador)
6. O Eixo e a Sombra (hétero, São Paulo)
7. *Felicidade Não Se Conta (gay, Maceió)
8. **Não Se Esqueça de Pisar Firme no Coração Do Mundo (abstêmio, Aracaju)
9. Epiceno (transgênero, qualquer cidade do mundo)



*Vencedor do 20º Concurso de Contos Luiz Vilela)
** Conto selecionado e traduzido pro alemão, na antologia Wir Sind Bereit, da Ed. Lettrèatage, lançada na Feira de Frankfurt, em outubro de 2013.

LANÇAMENTO DO LIVRO Chuva Secreta - 09/11/2013, às 19h, no stand da Casarão do Verbo, Bienal do Livro da Bahia

Convite Lançamento Chuva Secreta

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Chuva Secreta: paixão e autenticidade num mundo molhado de signos

O impossível de ser retido, o que não podia sofrer um rewind e renascer. As melhores lembranças. Borboletas dentro de uma chuva secreta, porque impossível, desviando dos pingos, procurando abrigo. Mas ele teimava e conseguia vê-las, uma película de luz sépia, as lembranças quase flutuando: seu pai enchendo o cachimbo, a mãe descascando maçãs pra rechear uma torta, o irmão mais velho ensinando tabuada ao caçula, o tempo esfriando. (Trecho do conto O Gato Que Ri).

Ambientado em cenários diversos e repleto de simbologias, Chuva Secreta, novo livro de contos da escritora Állex Leilla, traz 09 histórias ligadas pelo signo da chuva: forte, fina, rente, inclinada. Com ares de dilúvio. Fechando ou abrindo estações. Prevista ou inesperada, a chuva cai e provoca confissões e reflexões. Partilhas e autoconhecimento. Medo e paixão. Isolamento e entrega. Crimes e descobertas. A água, símbolo da subjetividade humana, varre os tantos …

Trecho de Chuva Secreta - lançamento 09/11, às 19h, Stand da Casarão do Verbo, Bienal da Bahia

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A feiura é uma desgraça sem conserto. Como se te amputassem a vida e te obrigassem a fingir, diariamente, estar vivo. Você, morto, é forçado a encenar o teatro dos vivos, sabendo-se, íntima e miseravelmente, em putrefação. Existe dor maior do que odiar a imagem de si mesmo? Rejeitar cada milímetro dessa imagem que você sonha ser de mentira, e é real, desse corpo que você pensa ser emprestado ou passageiro, mas, talvez por pirraça, talvez por descuido do Criador, é definitivo, é seu?
Às vezes, o cansaço de viver em autorrejeição traz alguma trégua, e, como por encanto, você deixa de visualizar a si mesmo do outro lado desse que é, sem dúvidas, o pior objeto confabulado pelo homem: o espelho. Deixa de visualizar a si mesmo amiudado, retorcido, no centro do espelho carrasco, do espelho desgosto. Vem se assentar na face uma estranha mancha branca, qual brincadeira em que seu rosto foi tirado de foco. Assim, desfocado, é possível atravessar a luz diabólica do espelho, pairar sobre ele, pe…