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Mostrando postagens de Dezembro, 2007
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O silêncio congela o mundo, faz com que seja possível para mim o trânsito dentro dele.
Em silêncio observo sua oscilação em partir: quase ia ontem, e hoje, graças a Deus ou ao Demônio, acorda um tanto melhor.
A absurda cor do mar se cristalizando embaixo do sol.
Acordo tarde, durmo tarde, sensação de que sequer dormi.

Há anos engulo minha disposição tamanha de sair pelo mundo gritando seu nome, santo e doce é o teu nome que de súbito descubro: quase não o pronuncio mais. Por medo, talvez.
Estou comendo capim e vendo bolas de assopro pelo ar. É a infância? O desamor? Não digo nada: leio Carlos Drummond de Andrade.
O excesso de tudo, cara, o excesso...
E você resiste, você resiste.
De repente suspira e faz que ri mas fecha os olhos antes murmurando: odeio perder cabelos...
Posso contar quantas vezes por dia te ouço resmungar: odeio isso, odeio aquilo.
Você resiste.
Soberano, ora longe ora perto, num instante quase acoplado à minha pele, respondendo monossilábico sobre todas aquelas histórias …