Na bagagem...


Trouxemos:
a) "Obra completa en verso", de José Antonio Muñoz Rojas (Espanha);
b) "Obra completa", de Ramón Gaya (Espanha);
c) "Contos reunidos", de João Antônio (Brasil);
d)"Estuario", Tomás Segovia (Espanha);
e) "Elegías menores", de José Jiménez Lozano (Espanha);
f) "Estação central", José Tolentino Mendonça (Portugal);
g) "Poesía completa", de César Vallejo (Peru);
h) "Coral", Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal);
i)"De andenes y partidas", Horacio Goslino (Argentina);
j) "Coplas de ciego", Ezequiel Martínez Estrada (Argentina);

Não era uma Feira para leitores e os livros não estavam à venda, mas no último dia da Messe, a gente "insiste" até que nos deem ou vendam! Contrariando uma das maiores agentes literárias do País, que aconselhou numa entrevista aos escritores que não escrevessem poesia nem conto, porque não vendem, nossa mala veio predominantemente cheia de poesia - escolhas todas de João Filho, é claro! O meu preferido de todos é José Tolentino Mendonça, de quem reproduzo alguns versos:

Os que falam de mim dizem que sou pobre
Existo à maneira de uma árvore
Tenho diante e atrás de mim a noite eterna
Vacilo, duvido, resvalo
E sei: a maior parte das vezes o amor nasce do erro
transcreve-se a azul ou a negro
sobre passagens, casas inacabadas, alturas remotas
[...] José Tolentino Mendonça: "It's time to be clear".

P.S. Quem quer saber de vendas, meu Pai??? O conselho que sempre dou a quem quer ganhar dinheiro com literatura é: vá pra música, vá pro cinema, vá pras artes visuais, ou vá pro inferno... sozinho, por que haveremos de ir juntos?

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