domingo, outubro 31, 2010

Nunca mais será possível partir, pensa-se no emaranhado das árvores. É preciso entender quantos caminhos foram reduzidos a nenhum. Os passarinhos de ontem brincam com aquilo que lhes chegam: desejos, revoltas, mágoas ancoradas. Ser humano não é pouco? Ou é quase nada? Um sol nas palmas das mãos esquenta ainda o que não se teve. Lá fora, cantos, zumbidos. Cá dentro, a vontade tão simples: ficar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Paulistânias II

1 Você deve esquecer que dormiu mal, que dorme mal há semanas, desde que se mudou pra cá. Esse negócio de deixar o negativo de lado (qui...