Nunca mais será possível partir, pensa-se no emaranhado das árvores. É preciso entender quantos caminhos foram reduzidos a nenhum. Os passarinhos de ontem brincam com aquilo que lhes chegam: desejos, revoltas, mágoas ancoradas. Ser humano não é pouco? Ou é quase nada? Um sol nas palmas das mãos esquenta ainda o que não se teve. Lá fora, cantos, zumbidos. Cá dentro, a vontade tão simples: ficar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vim ver o Roberto, cara!

Entrevista com o poeta João Filho

Série: a difícil-incrível arte de viver - parte III