São coisas esparsas, que brilham, escorregam, fogem no ar. Talvez areia luminosa, pensei. Mas, em seguida, podia ouvir tua voz tão nítida, me atalhando, consertando, trata-se de um tipo de fuligem, é o que diz você.
Do outro lado, esta certeza: com ou sem brilho, os objetos varam o campo de visão e me dizem que você, aqui, não está. Aqui, você falta. Aqui, você zera.
São pequenezas que trazem e levam o ontem-você de mim. Coisas sobre as quais não se consegue fixar luz. Serão nossos olhos os únicos donos de toda a luz necessária pra iluminar/fazer sumir os objetos? São, de fato, os nossos olhos que vomitam esta luz fugidia sobre o mundo?

Comentários

  1. Alessandra,
    antes de tudo, queria deixar claro como espero sinceramente que leia esse comentário o mais breve possível - não pude deixar de notar que há alguns dias não atualiza o blog. De qualquer forma, me desculpe tentar entrar em contato com você dessa forma, mas não achei nenhum e-mail seu, então foi a opção que me restou.
    Tentarei ser sucinta, até porque o meu interesse deve ser melhor explicado: o fato é que tive acesso ao seu currículo pelo site do CNPQ meio por acaso - enquanto procurava trabalhos correspondente à obra de Caio Fernando Abreu e Augusto dos Anjos. Devo dizer que fiquei encantada com toda a sua produção lá enumerada.
    Enfim, se fosse possível, gostaria que me disponibilizasse um e-mail para que eu pudusse entrar em contato com você - acredite, fiquei muito feliz ao ver que você seguiu o mesmo caminho pelo qual me interesso e qualquer ajuda sua seria muito benvinda. Vou deixar o meu e-mail abaixo, caso queira entrar em contato, ou até mesmo pela minha conta no blogspot, através do meu blog.
    Desde já agradeço e peço desculpas pelo incômodo.

    Deyse Batista.
    deyse_fb@hotmail.com

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