sexta-feira, novembro 02, 2012


É quase sempre o mesmo:
Eu te procurando no meio a tantas estrelas de ontem
Estrelas que já não brilham
ecoam mortas no firmamento
a lembrar séculos de luz e orientação
Não mais
Esta é a velha história das coisas quebradas,
as coisas desligadas que, por pirraça, ainda refletem luz morta no escuro
Oh, minha pequena estrela!
Minha vida vazia de lume
Sempre é breu quando faltas
Só a memória pura delicadeza da tua voz pela manhã
Cala o que quer de inquieto que a noite trouxe
Um segundo de novo em teus braços mornos
e minha vida se acenderia inteira
Uma vida de star?
Somente ao teu lado, doce estrela azulada.

4 comentários:

  1. Enriquecendo a vida com a sua poesia!
    Além de tudo...a pessoa ainda é poeta!!!
    LOVE YOU
    FORÇA SEMPRE!
    Dionne

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  2. Lírico, mas sem o lirismo chocho visto por aí. A voz pessoal - tão profunda vista na prosa - não se perde nesse poema, o que é muito bom e fácil em assinalar a autoria desses versos.

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  3. Gostei muito Állex. Um poema sem "frescura", mas com toda paixão explícita e implícita do ser. Mudando de assunto, não consigo achar seu livro Primavera nos Ossos em nenhuma lugar, sempre estão esgotados, não sei mais o que fazer rsrs.

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  4. Se lido é tão bom, partilhe para nós em uma dessas tardes... Gostei muito!

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