Agora a noite desce envolvendo seus olhos em sonhos, a neblina, a barreira, as fronteiras dos sonhos, preto e brancas, coloridas, povoadas, vazias. Alguma voz de criança te falará de forma vaga e escorregadia de botões de camisa perdidos, de relógios parados na parede de sangue, de flores murchas nos jarros com água apodrecida. De manhã, a voz de criança ofuscada, crepitada pelo sol não te falará mais nada. Estranho mal-estar te faz beber mais café preto e menos suco de frutas na manhã.

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