(Em foco: Bom Jesus da Lapa)
1. A humilhação, de Philip Roth: broxante, um dos textos mais fracos do romancista norte-americano. A ideia é muito boa: narrar a história de um ator que, ao envelhecer, se descobre incapaz de continuar a atuar. Basta ler a sinopse em qualquer site que temos imediatamente vontade de ler, entretanto, o livro é palavroso, se perde em cenas bobas, típicas de um filminho de sessão da tarde, e o personagem principal parece mais um ser infantilizado do que alguém em crise existencial. Tem um mérito para quem se importa com a extensão das histórias: é curta. Meu desgosto pode também ser explicado devido à leitura de A humilhação ter sido precedida por O animal agonizante, que é uma narrativa-pérola de Roth acerca da velhice, do medo de se entregar, e das surpresas do destino.
2.Abrir o peito, deixar entrar o sol meio mormaço da manhã, esta sensação de partida, de logo mais estar a embarcar, um gosto de quando a infância ainda vigorava, como explicar?
3.O contraste gritante com a cidade barulhenta, fora dos eixos, a cidade se preparando para o carnaval. Só nos resta esquecê-la, abandoná-la, retornar apenas quando tudo estiver acabado.

Comentários

  1. meus sinceros parabéns pela premiação no 20o Concurso de Contos Luiz Vilela! Que coisa linda!

    Se puder compartilhar, por favor, encaminhe para mim o conto vencedor; estou ansiosa para conhecê-lo...

    pricostalopes@gmail.com

    um abraço,
    priscilalopes.com

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