quarta-feira, junho 24, 2009

Não há domínio que dure mais de dez minutos, deitado, inerte, olhando os pingos d'água contra o muro, pedaços de gravetos são apenas pedaços de gravetos, brasa dormida que não tem o que ensinar agora nem nunca, no chão ou em Marte, é preciso escorregar entre um novelo e outro, saber/ver o que sua mão constrói e a cabeça desconstrói, não perca o ritmo, baby, se perigar, deslize e pisque os olhos mais e mais, um dia deitado ao largo da própria vida, que tem seu ritmo às vezes acasalado, às vezes divorciado de outros caros desejos, reflita/veja: nem tudo está perdido, nem tudo está salvo, há um ritmo, e isso não é conversa mole de quem perde as horas embalando sua própria sombra.

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