quarta-feira, abril 04, 2007



























mas não sei o que te entreguei ontem, mesmo que me tortures, não me lembrarei, há tantas coisas erguidas lá fora, coisas feias e sujas, coisas mofadas, esquisitas, diferentes de roupas branquinhas cheirando à lavanda no varal.

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não adianta nada este olho, este lamento, este grito teu ressoando. eis o caminho sem volta, o caminho do pesadelo: você está congelado na infância, naquele tempo em que, feito o poema do Álvaro de Campos, todos te adoravam e contigo comemoravam o dia dos teus anos.

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então vou voltando de mansinho, me aninhando em teus braços, fazendo festa com os pêlos do peito que ora embranquecem. levaremos um tempo inútil, um tempo longo para entendermos que-foi-de-repente que nos jogou noutro canto, que-foi-de-repente que fez este corte estranho.

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